quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sorry?

Muito bem, pessoinhas focuchas e adoráveis... Recebi muitos cometários, (mas apaguei todos por que o Google não é obrigado a conviver com palavrões), sobre meus posts sobre Crepúsculo. Conversei com minha amiga Isabella (ela ama Crepúsculo! Blargh! [vômito])...
E resolvi argumentar, constando nos autos que:

  • Cada um tem a sua opinião! Eu não gosto, você ama? PROBLEMA! Esse é um país livre e eu tenho o direito de fazer minhas critícas!

  • Eu não te pedi para ler, nem para comentar. Se você viu, e reparou que falava mal do que você gosta, leu pra quê? Pra criticar depois, é isso?

  • Tudo bem que você goste e coisa e tal, mas, poxa, não precisa ficar bravo por que alguém que você nem conhece não gosta! Isso é tão... Infantil.

Enfim, esses são meus argumentos lidos e relidos pelo meu advogado, e eu quero aproveitar o momento de atenção para dar duas dicas:

  1. Aposto que quem gosta de Crepúsculo nunca leu Machado de Assis, Jorge Amado, entre outros. Sugiro essas leituras.

2. Arrumem os comentários, gente! "Como você é estúpida!", "Ai meu Deus", entre outros, pelo amor de Deus, é só isso que vocês sabem escrever? Só pelo nível e pelo número de palavras erradas (ênfase em PREVILÉGIO e ESTÚPÍDA), dá pra entender por que pessoas assim gostam de Crepúsculo.

Atenciosamente,

Eu!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Como escrever seu próprio Crepúsculo

Depois dos sonoras críticas em alguns comentários no meu artigo anterior , como o da Anita, da Ane, da Paola, e outros, decidi ouvir gente como a Júlia, que diz para eu primeiro “escrever uma série que venda mais de 25 milhões de cópias, seja traduzida para 37 idiomas e ainda vire um filme” antes de ter o divino direito de dar uma opinião sobre quem eu quiser, especialmente sobre “a minha idolatrada Stephenie Meyer”.
Sabe de uma coisa? Estão todos certos. Que direito tenho Eu de não gostar de um livro publicado? Como é possível alguém dar a opinião sobre um livro sem antes vender 1,3 milhões de volumes em um único dia?
E quanto aqueles que concordaram comigo? É um absurdo que eles não gostem dos livros sem que seus trabalhos (se é que existem) tenham originado milhares de fãs-sites, não é?
Eu decidi que para conquistar esse direito eu deveria fazer sucesso e também ajudar aqueles que precisam fazer sucesso — única forma de conquistar o direito de liberdade de expressão — antes de se aventurarem pela crítica literária. Então aí está:

1. Abuse do Tesauro:

O uso correto das palavras é opcional, purple prose é o máximo

Para você que deseja “incrementar” sua escrita para que soe como a de Meyer, um tesauro é algo que vem a calhar. Só assim você poderá escrever passagens gloriosas e deslumbrantes (ou gloriosamente deslumbrantes, você escolhe) como essa:
He lay perfectly still in the grass, his shirt open over his sculpted, incandescent chest, his scintillating arms bare. His glistening, pale lavender lids were shut, though of course he didn’t sleep. A perfect statue, carved in some unknown stone, smooth like marble, glittering like crystal.
Se você não usar pelo menos três modificadores* para cada nome, você está fazendo errado. Alguns autores como George Orwell (1984, A Revolução dos Bichos) usam regras como “nunca use uma palavra longa onde uma curta fará o mesmo trabalho” e “se for possível cortar uma palavra, corte-a”. Mas já que Stephenie Meyer parece ser o padrão de ouro da literatura jovem de hoje em dia, é provavelmente melhor ignorar Orwell e seguir seu exemplo.
Você ganha um bônus se usar os mesmos modificadores múltiplas vezes, próximos de um outro. Bons exemplos de palavras para usar são''mortificado'', ''murmurado'' e ''aterrorizado''. Veja que lindo (não esqueça de mudar o nome das personagens):
“Bella ficou mortificadamente aterrorizada com as palavras murmuradas pelo sombrio Edward.”

2. Não pesquise
É desnecessário perder tempo coletando detalhes biológicos, legados culturais, ou mesmo histórias culturais corretas. Por exemplo, se você escolher retratar em seu romance um lugar que exista na vida real, não se aborreça visitando-o. Se você incorporar ideias de outra cultura, como os Sioux, você absolutamente não precisa falar com qualquer pessoa desse povo.
Como autor(a), você não tem qualquer responsabilidade de representar nada de forma acurada. Ao invés dessas besteiras, pegue qualquer história que você encontra na internet e sinta-se à vontade para deformar e degradar qualquer erudição cultural para encaixá-la em seu enredo. Além disso, se você decidir usar a ciência para explicar alguns dos seus elementos de fantasia, não se aborreça tornando as explicações lógicas ou factuais.


3. Não dê personalidade a suas personagens
Ao invés disso, tenha certeza de que a heroína é “perfeita o suficiente” (mas não se esqueça de lhe dar um sentimento artificial de humildade). Evidentemente ela deve ser bonita (ou bela) e inteligente, mas não se incomode em dar exemplos dessa inteligência; tudo que você precisa fazer para suprir essa função é mencionar más interpretações da literatura clássica.
Para o leitor ter certeza de que ela é tão perfeita, ela precisa de um defeito. Aqui as coisas começam a ficar complicadas: se você a der um verdadeiro defeito, como a arrogância, ela se tornará menos atraente. Por isso, use defeitos no sentido de “ter pouco jeito para…”, algo como a) ser caridosa de uma forma doentia, e permitir que jovens socialmente rejeitados usem seus próprios sapatos; b) ter uma espécie de deus que permite que seu amado a salve em uma queda de precipício ou de ser empalada por um lápis depois de uma tentativa frustrada de magia negra.
Às vezes também é interessante dar a sua heroína uma espécie de complexo de Electra, romantizando a ideia do seu amado a carregando, espionando-a enquanto dorme, sendo 100 anos mais velho que ela, etc.
Também é importante destacar que a heroína não deve sacrificar nada para além de sua ambição. Se você achar que ela deve sacrificar algo, tenha certeza de que ela está apenas desistindo da família e dos amigos para devotar toda sua vida ao amor. Ela NÃO deve ter qualquer tipo de hobbie, interesse, etc. que não esteja relacionado com o herói. Ah, e se ele decidir deixá-la, ela deve tornar-se suicida.
E já que estamos falando no mocinho…
É de necessidade extrema que ele seja um perfeito macho da espécie (fisicamente, claro). Tome cuidado para não lhe dar qualquer característica de alguém real, já que isso vai reduzir a habilidade do leitor em sobrepor sua imagem de “homem perfeito” sobre a concha vazia de seu personagem. Quanto às características pessoais, é extremamente efetivo descrevê-lo como uma perfeita caricatura do herói byroniano.
Seu herói deve ser taciturno, pseudo-perigoso, e ter um segredo profundo e tenebroso para passar aquela imagem de “bad boy sexy”. Além disso, ele deve ser extremamente rico, dirigir carros esportivos e adorar espionar a heroína enquanto dorme, sem preveni-la.

4. Dê a entender que o relacionamento entre herói e heroína é abusivo
Um dos métodos efetivos de fazer isso é ter certeza de que seu herói preenche vários dos requerimentos dos relacionamentos baseados em abuso. Uma boa explicação da Nation Master (tradução livre):
Relacionamentos abusivos são frequentemente caracterizados por ciúmes, retenção emocional, falta de intimidade, infidelidade, coerção sexual, abuso verbal, promessas não cumpridas, violência física e jogos de controle e poder.
(Para os mais inteligentes : Abusive relationships are often characterized by jealousy, emotional withholding, lack of intimacy, infidelity, sexual coercion, verbal abuse, broken promises, physical violence, control games and power plays. )
Pessoalmente, eu recomendo o uso de: ciúme doentio, falta de intimidade, coerção sexual, promessas não cumpridas e comportamento controlador, já que esses são os mais fáceis de justificar; o herói deve afirmar que ele fica fora de si para proteger a heroína do perigo, devido a seu enorme amor por ela.
Além disso, se existir algum outro personagem que cause interesse na heroína, o herói deve isolá-la, evitando o contato entre os dois. Esse é o método mais eficaz de garantir o amor da amada. Ótimos exemplos são: retirar o motor ou furar o tanque de gasolina do carro.
É especialmente importante notar que a heroína não deve ver defeitos nessas ações abusivas do seu herói, coisa que o tornaria muito menos atraente. Ao invés disso, ela deve perdoá-lo por seu comportamento dizendo “ele apenas me ama” e continuar se submetendo às vontades dele.
Caso você estiver preocupado(a), pensando que tudo isso possa enviar uma mensagem ruim para jovens em processo de desenvolvimento da própria identidade e passando por problemas em seus próprios relacionamentos “romanticidas”, relaxe.
Como disse a Aline “nós, garotas adolescentes confusas, não somos burras, eu mesma tenho 13 anos e já li Crépusculo e Lua Nova na boa e não pirei com os acontecimentos”, a Anita “Bella se jogando de um precipício ou começando a dirigir motos para ouvir a voz de Edward não nos convencerá a fazer o mesmo, e muito menos é o que a autora está estimulando! Além do mais, essa é uma história que não representa a vida real, e já li histórias muito mais absurdas que essa…”, a Hannah “Tenho 13 anos e sou feliz com as minha opiniões! Não me mataria pela série”, a Ane “nós não vamos pular de penhascos, ou dirigir motos só pq isso acontece no livro. Assim como muitos fas de Harry Potter não tentaram voar de uma vasoura só pq ele voa”.
Ninguém nunca foi influenciado por livros na história da humanidade, nem mesmo se nos voltarmos para Os Sofrimentos do jovem Werther, de Goethe ou A Cabana do pai Tomás, de Harriet Beecher Stowe.
Da mesma forma, pessoas não são influenciadas pela mídia ou por pressões sociais. Ler romances não influencia ninguém de forma nenhuma.

5. Não deve haver enredo
Talvez você até pense que ação ascendente, clímax, ação decadente, desenvolvimento das personagens e outras ladainhas sejam importantes para um romance. Não são. Ao invés disso, foque-se na perfeição do herói. Caso seu editor forçá-lo a escrever um enredo, use isso como uma nova oportunidade para o herói salvar a heroína.

6. Dinheiro na conta!
Está feito! Eu espero que isso ajude todos vocês a escreverem sua própria série Twilight. E para aqueles que não gostaram muito da minha capacidade crítica, eu prometo seguir os passos acima antes de sequer pensar em publicar algo contra um livro no futuro.

Precisa falar mais?


Pérola!

Sim, depois de tantas mensagens ofensivas, eu não desisto! Sublinhei os pontos importantes!

Escritos pela americana Stephenie Meyer, a popularidade dos livros da série para jovens e adultos composta por O Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer e Sol da Meia-noite atingiu números enormes. Com a adaptação para o cinema de Crepúsculo lançada em dezembro de 2008 no Brasil e uma venda de 1,3 milhões de livros no dia de lançamento de sua última edição, Meyer já não deve ter dúvidas de seu sucesso — de uma romancista de primeira viagem para o primeiro lugar dos mais vendidos, foi uma subida muito rápida.
Mas por quê? Para descobrir o motivo dos livros estarem inspirando legiões de fãs e dúzias de fan-sites, resolvi lê-los para conhecer o segredo de Meyer.
Para ser direto, querido leitor, eu fiquei horrorizado. Não apenas pela prosa doentia ou pela falta de escrita de qualidade, mas principalmente pelas obras serem insultantes em todos os níveis — para uma
mulher, para um adolescente, para um estudante de literatura, até para um graduado em Harry Potter. O pior de tudo é que pouca gente parece perceber isso.

Crepúsculo (Twilight) é a história do assim chamado “padrão” de garota do século XXI, Bella Swan (Bonita Swan?), que é objeto de desejo de não um, não dois, mas um total de 5 rapazes de estilo romântico. Desses, o mais importante é o misterioso e hilário Edward Cullen. Pra começar, Bella desempenha o miserável papel de donzela algumas vezes e depois de 200 páginas de um suspense mal desenvolvido, descobrimos que Edward é, de fato, um vampiro. Não precisa ter medo, no entanto, pois ele e sua família são o tipo de vampiro chamado “vegetariano”, preferindo animais ao invés de humanos e, inexplicavelmente, frequentando o ensino médio. Esse primeiro livro trata do romance entre Bella e Edward e está constantemente inclinado a colocar Bella em situações perigosas para que seu adorado vampiro possa salvá-la.
Tudo bem, você está dizendo. É um pouco extravagante, mas por que é tão ruim? Primeiro de tudo, os livros apresentam uma heroína que dificilmente consegue dar um passo sem precisar de algum garoto para ajudá-la. Na verdade, a série apresenta visões sexistas em sua quase totalidade — o fato de que Bella desiste de suas ambições e planos para a faculdade com objetivo de casar-se com Edward; o fato de que ela é representada como uma Eva moderna, implorando por sexo ao nobre e moral cavalheiro, enquanto ele deseja preservar sua virgindade; o fato de seu relacionamento ser perigosamente doentio; e finalmente o fato de que quase todas as personagens femininas apresentadas no livro são caricaturas desesperançosamente negativas.

Infelizmente, a série não melhora com os livros seguintes. Em Lua Nova (New Moon) , Bella entra no que ela mesma descreve como estado de “zumbi” quando Edward a deixa. Na verdade, a autora “tão habilmente” coloca páginas em branco com os nomes dos meses como um mecanismo narrativo esdrúxulo para mostrar a profundidade da dor de sua heroína. E também para evitar ter que escrever a parte difícil. Bella se torna meio suicida; ela propositalmente se coloca em perigo e chega mesmo a pular de um penhasco ao ouvir a voz do amante em sua cabeça.
O que isso diz aos leitores, tendo em mente que a principal audiência está nas garotas de 12 a 17 anos, com tendências de impressionar-se com tragédias (não apenas elas, evidentemente)? Que elas devem sumir e ficar costurando por meses se o seu namorado deixá-las? Que não tem problema em arriscar a própria vida, desde que para estar perto de seu amor? Que mensagem apaixonante para dar a uma jovem!
O único aspecto brilhante de Lua Nova é o louvável Jacob Black, um membro da reserva La Push e recém transformado lobisomem. É nas cenas de Bella com Jacob que o leitor vislumbra verdadeiros traços de personalidade. Esse tipo de romance que vai crescendo com o tempo é certamente mais próximo da vida real de um adolescente do que aquele de nobres ideiais entre os amantes Edward e Bella. No entanto, adicionar outra trama (meio esquecida) bem quando Edward e Bella estão juntos, com Jacob sendo chutado como um
cachorro, é algo questionável.

Eclipse. É nesse volume que o relacionamento de Bella e Edward toma os piores caminhos. Edward chega a remover o motor do carro de Bella para que ela não vá ver seu amigo Jacob, e ainda deixa sua irmã vampira raptá-la no fim de semana. Bella fica um pouco irritada com isso, é claro, mas acaba escrevendo coisas como “ele é só um pouco super-protetor” e “ele faz isso porque me ama” sobre esse comportamento de Edward. Meu caro leitor, eu realmente fiquei preocupado ao ler isso. Apesar de suas boas intenções (eles estão sempre sendo levados para o inferno, lembre-se), Meyer não apenas cria duas personagens completamente doentias com um relacionamento abusivo e perigoso, mas ela também romantiza e idealiza isso, não só entre Bella e Edward, mas com Bella e Jacob também. Que tipo de coisa isso pode virar na cabeça de um adolescente confuso?
Jacob, por fim, tem um bizarro transplante de personalidade e se transforma em um verdadeiro idiota nesse livro. Ele tenta beijar Bella à força, duas vezes, ignorando seus protestos e ameaça suicídio caso ela o recusar. Mas não é dessa vez que questões como abuso sexual, sexismo ou desigualdade vêm à tona na mente da personagem principal. Ao contrário, enquanto Jacob está a beijando à força (abuso sexual, diria você), Bella decide que está apaixonada por ele. O que é isso??
Joguei longe minha cópia de
Eclipse e estava pronto para esquecer que os livros existiram quando a crepúsculo-mania voltou com o lançamento de Amanhecer (Breaking Dawn). “Eu posso escrever esse artigo lendo apenas os três primeiros”, eu pensei comigo mesmo. No final, contudo, parcialmente por curiosidade e parcialmente como resultado de uma esperança irracional de que Meyer se superaria, decidi lê-lo.

Eu estava errado. Em Amanhecer, Meyer nos dá uma sinceridade desconcertante e, às vezes, assustadora para fechar a série. As várias centenas de páginas estão preenchidas com uma débil-doce-auto-indulgência e um flagrante despedimento de continuidade de realismo. Logo no início, Bella e Edward ficam “na horizontal” depois de uma longa espera (mas só depois do casamento, é claro, nós não podemos cair na tentação de tirar a virgindade de 107 anos de Edward). Bella, de alguma forma, fica grávida. Por favor, diz Meyer, nunca esqueça do fato de que todos os fluidos do corpo dos vampiros são substituidos por seu “veneno” ou que o esperma seca depois de três dias, imagine em um século. De forma ainda mais fantástica, o feto de vampiro/humano cresce a uma velocidade alarmante, tão rápido que Bella sente os “chutinhos” após duas semanas de gestação. Eu nunca estive grávido, mas não precisa ser muito inteligente para saber que há algo errado com esse quadro.
Vou poupar você dos detalhes do restante desse show de horror. Acredite, a cena de nascimento é algo que eu desesperadamente desejaria não ter lido (depois que o assim chamado “bebê” quebra a pelvis, a coluna vertebral e as costelas de Bella, Edward abre caminho com uma versão um tanto insalubre de cesárea: com seus dentes). Desculpe, eu tinha que partilhar minha dor. Bella se torna uma vampira super especial com poderes super especiais e vence o não-conflito do não-clímax. Ah, não se esqueça da sua incrível habilidade de ir caçar na floresta com vestido e salto.
Infelizmente,
Twilight não acabou. Já foi lançado um novo livro chamado Sol da Meia-noite (Midnight Sun), mas dessa vez não vou cair na armadilha. O fato preocupante é que milhões de garotas continuarão lendo essa trama sexista sem importar-se com o resto do mundo, obcecadas com o “perfeito” Edward Cullen e o “quente” Jacob Black, fingindo ser Bella Swan e ignorando traços doentios de uma relação, assim como a protagonista.
Eu me pergunto o que aconteceu para que, duzentos anos depois de uma heroína feminista como Elizabeth Bennet, tenhamos retrocedido a ponto de uma “fêmea-heroína-literária”, como a personagem de
Meyer o é, fazer tanto sucesso.


Falou tudooooo!

Crepúsculo

Hum... Não, senhoras e senhores, eu não estou aqui para falar sobre crepúsculo, a ida preguiçosa do astro rei à sua cama, que enche o céu de cores e inspira poetas.
Não, estou aqui para falar sobre uma humana que se apaixonou por alguém frio e duro como um piso de banheiro e luta contra outros azulejos.
Isso faz sentido? Não, e é por isso que o povo gosta.
Crepúsculo já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo (segundo o site www.confrariadecinema.com.br/.../crepusculo/crepusculo.jsp - ) e esse número cresce em um ritmo alucinante.
De três coisas eu estava convicta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele - e eu não sabia que poder esta parte teria - que tinha sede do meu sangue. E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele...
Isso parece fazer algum sentido? Não. E sabe por que? Por que não faz! Li o primeiro livro da série, já que todo mundo lia e blá blá blá... E me decepcionei completamente!
A mulher, a tal Meyer, fez um drama inexistente, quis parecer com que fosse algo mais inteligente, como se quisesse provar pra algo ou alguém que ela conhecia formas de se expressar. O problema é que:
1: Ela sabe se expressar muuuuito bem. Por isso o livro ficou uma enrolação só.
2:Ela usa palavras ou frases que ninguém usaria. Por exemplo: "irrevogalmente"... Metade das pessoas que leram o livro não devem saber que irrevogalmente siginifica simplesmente a mesma coisa que incondicional, com a diferença de ter no Aurélio o acréscimo de "ato de irrevogar".
3:A Bella é uma boba. Total.
Sacas o que digo?
Eu não gosto de Crepúsculo, já li todos da série por obrigação social mas não mudo minha opinião.
E você? Gosta de Crepúsculo?